Photo posted on 23/05 at 8:48 pm | 37853 notes | Reblogue this / Via

- Capitulo 8

    - E o que ele quer com isso?

    Carolina estava na cozinha com sua mãe. As duas estavam pálidas e nervosas.

    - O que ele disse - respondeu a mãe de Carolina - passar o resto das férias com vocês.

    - Como assim ”o resto das férias”? - perguntou Carolina indignada- Faltam um mês pras aulas começarem. E o que quer dizer esse “vocês”?? Ele odeia ela, ele odeia a gente !

    - Eu não quero saber ! - gritou Silvana - Vocês vão e pronto ! Ele tem direitos ..

    - Direitos de que? - gritou Carolina - Ele abandonou a gente ! Nunca pagou um real ! E você sabe de quem é a culpa né??

    - CALA A BOCA ! - berrou Silvana, perdendo o controle - Vai pro seu quarto agora !

    Carolina saiu da cozinha e foi direto para o jardim, precisava respirar ar puro e falar com Well iria lhe fazer bem. Ela ficou sentada, abraçando as pernas, pensando, com o olhar vago …

    - Pequena? - Well perguntou com um tom de preocupação

    - Oi - respondeu Carolina com um sorriso fraco.

    - Aconteceu alguma coisa??

    - Sim - respondeu com um suspiro. - O meu pai ligou pra minha mãe dizendo que ele quer passar o resto das férias comigo e com a minha irmã.

    - Isso é bom, não é?

    - Para mim não, odeio ele ! - e respirando fundo continuou - Meu pai namorava com a minha mãe, mas ele não queria nada serio, então cada um ficaava com quem queria e assim ia. Minha mãe ficou gravida dele, mas escondeu, disse que tinha sido um caso. Na segunda vez ele achou estranho, embebedou-a e “arrancou” a verdade dela. Eu tinha oito anos quando ele deixou eu e minha mãe com mais uma filha de cinco meses.

    Wellingtom não sabia o que dizer. Ficou quieto e teve vontade de abraça-la, mas achou melhor não.

    - e agora - continuou Carolina- ele quer leva eu e minha irmã para uma casa na praia, na Califórnia, para passar um mês com ele. E por mais que eu diga que não, seu sei que ele tem direitos, ainda mais tendo tanto dinheiro.

    - E por que você não vai? - arriscou Well.

    - E você realmente acha que eu devo ir?

    - Sim, mas dentro das sua condições.

    Wellingtom foi embora 19h30. Carolina entrou e foi direto para a cozinha atrás de sua mãe.

    - Ok, eu vou, - disse Carolina entrando na cozinha e vendo sua mãe de costas - mas…

    - Oi filha.

    - O QUE VOCÊ TÁ FAZENDO AQUI??

Text posted on 8/05 at 7:41 pm | 0 notes | Reblogue this

- Capítulo 7

    Passaram o resto da noite sentados no jardim, abraçados, conversando e se conhecendo. As 06hrs, Well se despediu de Carolina com um selinho e foi embora prometendo voltar.

    Carolina voltou para seu quarto desejando dormir por dez horas ! Foi ddireto para sua cama e ficou pensando em Well e em como ele mudou sua vida em tão pouco tempo, e quando finalmente fechou os olhos para dormir …

    - VOCÊ AINDA TÁ NA CAMA, CAROLINA?? - gritou Roberta, abrindo as cortinas com raiva. - SÃO QUASE 13hrs E VOCÊ AINDA TÁ NES…

    - ROBERTA, CALA ESSA BOCA ! - interrompeu Carolina, de mau humor - Como assim “13hrs”?? Eu acabei de deitar ..

    - Você dormir que horas??

    - as 6h15, mai ou menos - respondeu Carolina, e vendo a cara de indignação de Roberta, continuou - O wellingo veio me ver ontem, e ele me explicou o que aconteceu - e assim, contou tudo o que havia acontecido na noite passada.

    - E você acreditou nele?? - perguntou Roberta desacreditando.

    - Claro que sim ! - respondeu Carolina - Eu vi sinceridade nos olhos dele.

    - Ta bom, mas e agora??

    E respondendo a pergunta de Roberta, o celular de Carolina começou à tocar.

    - É ELE ! - disse Carolina entusiasmada e atendendo a ligação. Wellingtom disse que sua mãe estava se recuperando e assim, as coisas se tornariam mais fáceis. Hoje, no final da tarde, ele passaria na casa dela para conversarem.

    As 14h30, Roberta foi embora, dizendo que se ele fizesse algo, quem iria para o hospital seria ele ! Carolina tomou banho e foi até a cozinha comer algo, ou netão logo estaria fazendo companhia, no hospital, para a mãe de Well.

    Quando chegou na cozinha, Carolina se deparou com sua mãe pálida, segurando o telefone e totalmente paralisada.

    - Mãe, o que foi?? - perguntou Carolina assustada.

    - Ele ! - respondeu sem saber o que estava fazendo. - Ele ligou !

    - Ele quem???

Text posted on 7/05 at 6:07 pm | 0 notes | Reblogue this

- Capitulo 6

    - Desce, por favor ! Preciso falar com você ! - murmurou Wellingtom. Ele estava com uma cara horrível.

    Carolina ficou sem reação. Não queria que ele visse ela com o rosto inchado. Porém ela queria xingar ele, queria tirar tudo o que estava presso em sua garganta. Foi até a janela e respondeu:

    - Já desço !

    - Eu posso explica ! - começou Wellingtom. Estavam parados frente a frente no jardim de Carolina. A noite estava fria, mas entre eles, estava pior.

    - Explicar o que? - indagou Carolina. E nessa, o frio já começava à desaparecer de seu corpo. - Você sabe o que eu passei? Eu te esperei por duas horas ! Eu chorei uma semana ! Eu não me alimento bem à uma semana ! E a culpa disso tudo é sua ! Você acabou comigo ! - Carolina não conseguia se segurar. O calor já tomava conta de todo seu corpo. Ela queria bater nele, ela queria encostar nele. -Eu estava gostando de você ! Eu acreditei em você.

    Então ela jogou ele na parede e começou à bater nele, não forte, mas bateu, e ao mesmo tempo chorou. E quando o choro tomou conta e ela não tinha mais forças, ela chorou e ele apenas à abraçou. E ficou com ela em seus braços.

    Passaram a noite sentados no jardim de Carolina. Ela nos braços dele, e ele secando suas lágrimas em seu rosto. Até que ele percebeu que o melhor à fazer era se explicar, então o fez :

    - Minha mãe foi internada. - começou Wellingtom - Ela está com um tumor no pulmão, e até agora não se sabe se é benigno ou maligno. Toda a família está abalada. - Carolina percebeu a tristeza em seus olhos. - Meu pai que sempre foi presente, se afastou de todos. Tenho um irmãozinho, ele tem 4 anos e ele sempre foi muito ligado à mim e minha mãe. Só pude vir agora porque consegui acalmo-lo e faze-lo dormir.

    Os olhos de Wellingtom se encheram de água. Ele tentou se segurar e conter as lágrimas, mas quando Carolina o abraçou, ele desabou. Os dois se abraçaram e ficaram calados. Ela o entendia, e isso era a única coisa que importava.

    Eles ficaram abraçados e juntos, até Carolina deixou algumas lágrimas caírem. Quando Wellingtom se sentiu melhor, voltou à falar:

    - Eu nunca quis te magoar. Eu te acho especial, e - Wellingtom pegou as mãos de Carolina e olhou em seus olhos dizendo - pode até ser cedo de mais, mas acho que estou te amando. - Carolina pôde ver sinceridade em seus olhos - Espero que você me perdoe. Eu tentei te ligar mas ninguém atendia, e depois de um tempo, só dava caixa postal. 

    Então Carolina percebeu que fazia um bom tempo que não via seu celular.

    - É, - começou Carolina com uma cara de culpada, que Well achou fofa - realmente faz um tempo que não mexo em meu celular. E para ser sincera - ela, pensativa - não me lembro onde o coloquei.

    - Tudo bem, - respondeu Well, abraçando ela e lhe dando um beijo na testa - só espero que você me perdoe.

    - É claro que eu te perdoo - respondeu, retribuindo o abraço.

Text posted on 23/12 at 11:48 am | 0 notes | Reblogue this

- Capitulo 5

    Carolina passou a tarde sábado contando como foi a conversa e como ela imagina que será sexta. Todas deram idéias de como ela deveria se vestir, e por fim, Roberta achou sensato acompanha-lá nas compras.

    Lá pelas 18hrs da tarde a mãe de Carolina veio buscar ela e Roberta. Elas eram vizinhas e elas eram como irmãs. Camila por sua vez era vizinha de Daniela, e as duas eram muito unidas. E sempre foi assim, as quatro amigas, mas cada uma tem seu refugio.

    Chegaram e cada uma foi para sua casa. Carolina foi direto para seu quarto, precisava descansar. Precisava pensar e lembrar. Ela nem acreditava que ia sair com Well. Ela precisava se controlar, não podia chegar toda animada, ela tinha que pensar em assuntos também. E assim, abraçando a almofada, ela dormiu e sonhou com o garoto dos seus sonhos, que tinha nome, telefone e endereço, e que ela veria sexta.

    A semana passou devagar e monótona e parecia que sexta-feira nunca iria chegar. Na quarta-feira Carolina e Roberta foram comprar a roupa para sexta. Carolina ficou tão indecisa que Roberta ficou com raiva, saiu da loja e só apareceu novamente meia hora depois com café e rosquinhas.

    Por fim, Carolina comprou um corpete preto e uma saia bailarina, branca com alguns fios prateados e um par de sapato de salto alto, preto. Ela achava que estava exagerado, mas parou de dizer isso quando Roberta ameaçou ir embora e não voltar.

    Depois que compraram tudo, foram comer e tomar sorvete. Quando Carolina chegou em casa com várias sacola, a mãe estranhou, mas não perguntou nada. Carolina gostava de sua mãe por causa disso. Ela nunca perguntava ou se entrometia, mas quando Carolina precisava, ela estava lá com seu colo de mãe e suas palavras sabias.

    Carolina guardou sua roupa como se fosse uma arma secreta. Já separou a maquiagem, e até a calcinha. Não queria que nada sai-se errado.

    Sexta-feira chegou e a ansiedade tomou conta. Carolina acordou 09hrs, comeu e esperou. quase 13h30 ela estava no carro de sua mãe indo para o Center Norte. Carolina chegou lá 13h55. Foi direto para a Saraiva e esperou. Esperou, esperou, esperou até 16hrs, foi quando ela percebeu que duas horas de atraso era de mais. Comprou um café na Starbucks, pegou um táxi e foi para casa.Carolina ligou para Roberta e chorou. Não entendia o porque ele fizera isso. Ela não se trocou nem tirou a maquiagem. Ela só deitou no colo de Roberta e chorou.

    A mãe de Roberta concordou em deixar ela dormir na casa de Carolina. Elas passaram a noite assistindo filmes e comendo chocolate.

    Carolina ficou mal por uma semana. Não saia, não comia, só chorava. Até que uma noite ela ouviu barulhos em sua janelas. Quando abriu a janela viu Wellingtom parado lá embaixo com pedrinhas na mão.

Text posted on 21/12 at 2:23 pm | 0 notes | Reblogue this

- Capitulo 4

    Elas passaram o resto da madrugada conversando sobre como foi a noite. Daniela ficou com um garoto que segundo ela era o maior gato; Roberta ficou com três garotos e se arrependeu seriamente de ficar com o terceiro, por isso nem ficou com outros. Segundo ela, ele era até ajeitadinho, mas o hálito … Camila ficou com um garoto e ficou abraçadinha com ele, e até pegou o seu número de telefone.

    Essa noite tinha surpreendido e muito. Elas foram se deitar quando estava amanhecendo. Todas adormeceram rápido, menos Carolina pensando em Well. Nos olhos dele, na boca dele, no perfume dele. . Ele não saia de sua cabeça, e isso à incomodava. Não queria pensar nele, porém foi dormir naquele rostinhos fofo.

    Carolina estava andando por uma fazenda, comendo uma maça e der repente começou à tocar uma música, e a música começou á ficar mais alta, e mais nítida. Carolina acordou com seu celular tocando. Ela pegou o celular e atendeu sem ao menos ver o nome.

    - Alô ! - atendeu Carolina de mau-humor e com sono.

    - Carol? - respondeu uma voz conhecida do outro lado da linha.

    - Quem é? - perguntou Carolina, já despertada.

    - É o Well, se lembra? Ontem . .

    - WELL? - gritou surpresa acordando todas - Well! Oi! Claro que me lembro ! Desculpa, é que acordei agora.

    - Ah, foi mal. - disse Well sem jeito - É que eu te mandei alguns sms, você não respondeu e eu decidi ligar, mas foi uma má ideia, pelo jeito.

    - NÃO ! Não, magina ! - disse Carolina querendo falar com ele. - Claro que você podia ter ligado ! Eu não ligo.

    - Bom, então, oi ! - disse Well sem jeito e feliz pela resposta.

    - Oi. - disse Carolina pensando em algo para puxar conversa. - Tudo bem?

    - Tudo, claro, e você? 

    - Ah, sim . .

    E assim foi a conversa, perguntando como ia a vida, como estavam as coisas, as novidades, até que Carolina criou coragem para perguntar o que tanto queria . .

    - Desculpa perguntar isso, - começou Carolina, tentando não ser indelicada - mas, por que você me ligou?

    Ela percebeu que do outro lado da linha Well parou. Carolina tinha feito a pergunta que ele não queria ouvir tão cedo.

    - Olha, - começou Carolina, tentando concertar as coisas - se você não quiser, não precisa responder, eu só achei estranho . .

   - Não ! Tudo bem, eu estava tentando criar coragem para falar - disse Well criando coragem - Bom, eu queria saber se você queria ir tomar alguma coisa comigo, ver um filme, tomar . .

    Carolina nem conseguiu ouvir o final. Cutucou Roberta na hora, de tanta agitação.

    - Que é? - gritou Roberta irritada por ter acordado e estar sendo incomodada.

    - É ele ! - sussurrou Carolina com agitação, para que Well não ouvi-se a conversa. O Wellingtom ! Ele me chamou pra sair !

    - ENTÃO ACEITA, ANTA ! - gritou Roberta, já acordada e empolgada com a noticia.

    - Hã, Well? - Carolina já falando com ele.

    - Sim? - respondeu ele com anseio.

    - Quando nós vamos? - perguntou Carolina, sem pensar em um jeito melhor de dizer ”sim”.

    - Como assim? - perguntou Well não acreditando- Quer dizer que você aceita sair comigo?

    - Sim ! - Carolina tentando esconder a animação. E não conseguindo.

    Então combinaram que sexta ás 14hrs, no Center Norte, em frente à Saraiva, e desligaram. Nenhum dos dois sabe o que o outro fez quando desligou, porém os dois encararam o telefone por alguns segundos e logo começaram à dançar. Como aquelas dancinhas da vitória. E eles dançaram, dançaram por uns 5 minutos, sozinhos, pensando em como iria ser aquela sexta-feira.

    carolina parou de dançar e ficou imaginando, quando se deu conta Roberta, Daniela e Camila estavam atrás, pedindo detalhes.

Text posted on 21/12 at 1:37 pm | 0 notes | Reblogue this

- Capitulo 3

     ”Oh barulinho infernal !” Carolina não sabia se estava desacostumada a ir em balada, ou se realmente não gostava disso. Mas se ta na chuva é pra se molhar.

     Foram pro bar pegar alguma coisa pra beber. Carolina, como não bebia, pegou seu fiel refrigerante; a Cami, a Rô, a Dani, o Fêe e o Luiz pegaram suas vodkas.

     Todos para a pista e Carolina para uma mesinha no canto. De lá tinha uma vista terrível ! Pessoas “ficando”, “se pegando” e outros termos nada encantadores. Tomando seu refrigerante e assistindo seu filminho de terror.

     - Eaê, gata !

     - De onde você saiu? - perguntou Carolina surpresa.

     - Tava olhando dali e gostei do seu jeito - respondeu o garoto.

     - Grande observador você, - disse Carolina, fitando o garoto. Ele era mediano, tinha cabelos lisos, num tom meio loiro e olhos cor de mel. Pele clara e bochechas rosadas e carnudas. Sua boca era suave e pequena, parecia ter sido desenhada e pintada à pincel. Ele tinha o rosto infantil, e um brilho nos olhos que encantava Carolina. - mas eu posso saber seu nome, sr. misterioso?

     - Claro, claro - disse ele rindo - É Wellingtom, mas pode me chama de Well.

     - Well, hm. Carolina, prazer.

     E por ali ficaram, conversando, rindo. Trocaram telefone, e-mail, facebook, twitter, e por ai vai. Quase 04h30 da manhã sairam da balada. Carolina se despidiu de Wellington, e seguiu para a casa de Daniela.

     - Quem era? - perguntou Roberta quando chegaram na casa da Dani.

     - Quem era quem? - perguntou Carolina sem entender nada

     - Quem era o garoto que você tava conversando?

     - Ah ! Um garoto que eu conheci . .

     - Jura? - perguntou Daniela, entrando na conversa toda entusiasmada.

     - É, o nome dele é Wellingtom. Eu tava lá na balada, tomando meu refrigerante e ele veio fala comigo. . 
     - E você gostou dele - disse Camila cortando Carolina. E sem perceber, Carolina estava rodeada pelas três, pedindo detalhes.

      E Carolina contou, contou tudo, exatamente como aconteceu. E ela percebeu que realmente tinha gostado dele, mas como uma pessoa pode gostar de outra, sem ao menos conhece-lá bem?

     - E quando você vai ligar para ele? - perguntou Roberta. - Vocês tem que marca de sair !

     - Não ! Amanhã ele nem vai lembrar mais de mim. E se eu for ligar pra ele vai demonstrar que eu estou desesperada.

     - Não começa com esse discurso de mulher besta. - indagou Roberta- Você nunca foi assim ! Liga pra ele !

     - Se ele não me ligar em dois dias, eu ligo pra ele - disse Carolina decidida.

     - DOIS DIAS??! - gritou, inconformada, Roberta - E você vai falar que estava fazendo o que nesse tempo? HIBERNANDO?

Text posted on 23/10 at 1:47 pm | 0 notes | Reblogue this

- Capitulo 2

     Carolina tocou a campainha da casa de Daniela. A empregada atendeu a porta e a conduziu ao quarto de Daniela. Carolina não se sentia a vontade na casa da Dani. A família dela era muito bem de vida, e quando Carol entrava na casa dela se sentia sem um castelo.

     Ela entrou no quarto de Daniela sem mesmo bater. No quarto estava Daniela, Roberta e Camila, cada um em seu notebook - provavelmente em sites de baladas, barzinhos - sentadas na cama, puf e no chão. Na mesinha tinha o lancinho tipico de sempre, sanduíche de peito de peru com queijo e suco de damasco. Carolina entro no quarto pegou um sanduíche, sentou-se na cama, ao lado de Roberta, abriu seu notebook e começou a fuçar na internet, tentando procurar algo que ajude.

     - Olá Carolina ! Como vocês está? Estamos todas bem, obrigada por perguntar. Muito obrigada por bater na porta do quarto antes de entrar. - começou Daniela com seu discurso de  sempre.

     - Por favor, não comece ! Eu sempre fiz isso e você sempre fala a mesma coisa. Muda o disco, por favor ! - respondeu Carolina vendo os amigos no facebook, ela bem que podia chamar mas alguém pra noite. - Aliás, estou bem, obrigada.

     Daniela abriu a boca para falar alguma coisa, mas Roberta a cortou antes mesmo que ela pudesse começar há falar:

     - Chega as duas ! Você - e Roberta apontou para Daniela - continue procurando preços e horários. E você - apontou para Carolina - procura mas alguém pra gente levar . .

     - De preferencia garotos - disse Camila

     As quatro estavam solteiras, porém Carolina havia acabado de terminar um relacionamento muito difícil, com um de seus melhores amigos, e Daniela sempre se envolvia de mais com qualquer ficante. Já Roberta era completamente diferente. Ela ficava com garoto mais bonito, que sempre se interessava por ela, ela ficava e apenas se gostasse muito da pegada do garoto, telefonaria para ele. Camila ia para baladas e festas mas nem se mexia, se o garoto não chegasse nela, era melhor esquecer.

     - Falando em garotos, a dama do amor vai chamar seu ex-boyfriend e sua sombra? - perguntou Roberta

     - Como você é engraçada, Roberta, realmente morro de rir com você. - Carolina disse com irônia. - Realmente pensei em chamar o Luiz e o Fernando, mas não sei se vocês vão concordar né
     - Como se você realmente quisesse a nossa opinião, mas ok, chame o Lu e o Fê - disse Camila, com um tom de ironia, Carolina odiava quando usavam ironia com ela.

     Carolina ligou para Luiz e Fernando, perguntando se eles queriam ir na balada com ela e as meninas. Então combinaram as 22h45 em frente a csa de Dani. Eles iriam em algum barzinho tomar algo e depois iriam para a balada.
     As 20h00 começaram  a se arrumar. Banho tomado, look pronto, make feita e as 22h30 lá estavam as quatro no jardim de Dani esperando os meninos. 22h45 os meninos chegaram e o pai da Dani levou todos para um barzinho, elas tomaram um suco e eles um choop, então foram para a balada. Eles entraram e a noite começou…

Text posted on 16/09 at 9:32 pm | 0 notes | Reblogue this

- Capitulo 1

     Carol acordou com a claridade do sol batendo em sua janela. “Quem deixou essa droga de cortina aberta?”, pensou Carolina. Ainda eram 08:15 da manhã. Levantou, fechou as cortinas e voltou para a cama. Estava tudo tão monótono. Todo dia ela acordava tarde (com exceção de hoje), ficava no MSN ou bate-papo do Facebook com a Roberta, a Camila, a Daniela, o Fernando e com o Luiz, pedia uma pizza ou algo no Mc Donald’s e ouvia música. Estava cansada disso, queria alguma festa, balada, show, algum movimento !
     Pegou o celular. Mandou mensagem para a Roberta, Camila e Daniela alguma das três tinham que estar dispostas a sair hoje. Até pensou em ligar para o Luiz e para o Fernando, mas se nenhuma das três quisessem ir, o que ela faria, sozinha, com dois garotos em uma balada?
     Mandou as mensagens e esperou. Ligou o notebook, entrou no MSN e deixou o Facebook aberto, talvez alguém viesse falar com ela, e decidiu ir tomar o café da manhã.

     Na cozinha, sua mãe estava lá, e ela sabia que sua mãe logo começaria com o interrogatório.

    - Caiu da cama filha? – perguntou Silvia, com um tom de riso.

    - Praticamente. Alguém deixou a cortina do meu quarto aberto. – respondeu Carolina, com um certo mau humor, se servindo de um copo de suco de abacaxi.

    - Fui eu, querida. Você sempre deixa aquele quarto fechado, então quando você foi tomar banho ontem, entrei e abri as cortinas pra deixar pelo menos uma luz entrar. – respondeu Silvia com um tom carinhoso – E você vai sair hoje, querida?

    - Pretendo. Depende apenas da Roberta, da Camila e da Daniela.

    - E o Luiz e o Fernando, querida? Por que você não chama eles também?

    - O que eu vou fazer sozinha, com dois garotos, em uma balada? – respondeu Carolina, saindo da cozinha impaciente. Ela odiava quando sua mãe começava a fazer interrogatórios.
     Quando ela voltou pro seu quarto, o celular estava tocando e as janelas do MSN estavam piscando.

    - Alô ! – atendeu o telefone animada.

    - Como tá a mina que só dorme? – respondeu Roberta. “Engraçadinha como sempre”, pensou Carolina.

    - A HÁ, próxima piada. Mas por favor, não foi pra isso que eu te mandei a mensagem. Como tá o humor hoje? Espero que esteja bom, estou planejando em sair.

    - Olha ! Ela acordou cedo e com animo, que comovente. – respondeu Roberta, com um tom de ironia. – Acho que eu você tá só um pouquinho atrasada. Se você tivesse visto suas mensagens no MSN, já teria visto que a Daniela já tinha te chamado pra vir aqui. Eu e a Cami já estamos aqui vendo pra que balada a gente vai. Você não é a única com tédio.

    - Perfeito, então. Mas a gente vai dormir ai?

    - Claro, né? Arruma sua mochilinha e vem pra cá na sua lareira, com Pó de Flu, por favor !

    - Me dá uma hora ! – respondeu Carolina, desligando.

 

     Uma hora depois ela estava no carro de sua mãe, indo para a casa da Daniela, com a sua irmã, Rafaela, que tinha acabado de acordar e com a mochila arrumada. E assim que a mãe estacionou o carro em frente a casa da Dani, ela soube que logo ela veria aquele movimento que tanto queria.

Text posted on 19/07 at 10:02 pm | 0 notes | Reblogue this
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